terça-feira, 25 de abril de 2017

Todos os dias, a dona de casa Ednei dos Santos Moreira vive um verdadeiro dilema: ela, que passa o dia cuidando das tarefas domésticas, fica de 1 às 3h da manhã em seu quintal, na tentativa de ver a água chegar na torneira da casa para poder encher os reservatórios. Mas, segundo Ednei, a água só chega raramente e há 15 dias ela não ver a água potável cair pela torneira. 

Ainda de acordo com Ednei, para conseguir água para o consumo, o seu esposo precisa sair de sua casa, no bairro José Pirajá, no Alto do Cruzeiro - também conhecido como Cruzeiro do Monte - e ir até o Posto Subaé, cerca de 3 quilômetros para encher os reservatórios na casa de amigos. “A água que buscamos não é de boa qualidade pois extraímos de um poço artesiano que não estava nem sendo utilizado há anos. Corremos riscos de várias doenças”, relatou dona Ednei. A dona de casa conta ainda que no ano passado foi picada pelo mosquito da dengue e atribui o foco do mosquito aos diversos vasilhames que possui no quintal e que são usados para armazenar água.

No mesmo bairro, moradores contaram que o único salão de beleza do local fechou as portas por falta de água. Na rua ao lado de dona Ednei vive a operária Genilsa Pereira. Ela conta que precisa sair para trabalhar numa fábrica de calçados às 6 da manhã, mas constantemente passa as madrugadas em claro, também esperando pela chegada da água. “Gastei o que não tinha para comprar dois reservatórios mas o que vejo são eles secos o tempo todo. Aqui em nosso bairro não cai água”, revelou em tom angustiante. A operária conta que já passou por diversos transtornos por não ter a água potável em casa. “Já cancelamos almoço em família, já deixamos de receber visitas porque nem água pra lavar o banheiro tínhamos, muito menos para cozinhar. É doloroso você pagar uma conta alta e não ter o produto”, disse.
Dona Ednei já coleciona vasos para reservar água

Do outro lado da cidade nossa reportagem foi encontrar o lavrador Gerson de Almeida Costa, na fazenda Gameleira. Pra ter acesso à água, Gerson cavou uma espece de aguada no quintal de sua casa e é lá que pega a água para a higiene pessoal e para dar aos animais. Segundo o lavrador, são 10 meses sem água em sua região. 

Carro Pipa contratado tem sido a solução  – Mesmo sem água da EMBASA, o lavrador paga todos os meses a conta que vem em média R$ 50. Não bastasse pagar pelo consumo de algo que não tem acesso, Gerson contrata mensalmente por R$ 170 um carro pipa para abastecer a aguada e encher alguns reservatórios de sua casa. “A gente leva uma vida difícil, sobrevivendo apenas do que plantamos e sem água a gente pode passar até fome”, pontuou. 

O mesmo problema do Alto do Cruzeiro e Gameleira, foi detectado por nossa equipe nos bairros da Urbis e nas comunidades rurais de Altamira, Primavera, Rebouças, Boiadeira, KM 50 e Cantinho. Mesmo com a ampliação do sistema integrado de abastecimento de água inaugurado recentemente em Santo Estevão, o problema da escassez de água está longe de acabar. “Depois que inaugurou o sistema integrado, tivemos apenas cinco dias de água caindo regularmente mas depois disso o sonho acabou. Os problemas continuam os mesmos”, declarou dona Ednei. 
Na Vara do Sistema dos Juizados Especiais em Santo Estevão, dos 7.477 processos ativos a maioria absoluta deles tem sido contra a EMBASA, liderando assim o ranking de reclamações. 
Por telefone, tentamos contato com a direção local da EMBASA mas não tivemos resposta até o fechamento desta matéria.
Dona Genilza: sem água mas com contas que não param de chegar


Na zona rural crianças ajudam os pais a buscarem água e andam até 4 quilômetros

Dona Genilsa fica acordada nas madrugadas na tentativa de ver a água chegar
para poder encher os reservatórios

O lavrador Gerson improvisou um reservatório natural para poder amenizar os
problemas com a falta de água




terça-feira, 18 de abril de 2017

Marciel Sena, o idealizador do Barracão dos Lanches está de volta à frente da gestão da maior lanchonete da cidade depois de um ano viajando por outros municípios para difundir um projeto social do seu empreendimento do ramo de lanches. 

Sempre inovador e com alto poder de criatividade em tudo que faz o Barracão agora inova com mais um ambiente: a Casa de Palha promete encantar o público amante de locais rústicos, tradicionais e acima de tudo criativos. 

A Casa de Palha, que propositalmente irá funcionar apenas por temporada que vai de abril a julho, é um ambiente ora inusitado, ora encantador. O local é decorado com materiais que normalmente iriam parar no lixo se não fosse a criatividade do seu dono. Chapéus de palha viraram lustres, madeiras velhas viraram elementos rústicos nas paredes e a tradicional bandeirola, com tecidos reciclados, fazem materiais simples virarem verdadeiros atrativos pra quem visita o local. A iluminação baixa anuncia: ali é o ambiente propício para quem valoriza as raízes populares traduzidas nos festejos juninos entrar no clima da festa. 

Para Marciel, a ideia da Casa de Palha é um resgate à tradição que vem se perdendo ao longo do tempo. “Com esse ambiente pretendo mostrar duas coisas: a primeira que a gente pode reaproveitar materiais que temos em casa, às vezes já prestes a ir ao lixo e transforma-lo em um objeto de decoração criativo. O segundo ponto foi meu desejo de resgatar a tradição dos festejos juninos que traduziam o aspecto rural e artístico de maneira ímpar", disse. 

A Casa de Palha, em sua temporada está funcionando de sexta a domingo e fica situada ao lado do Barracão dos Lanches. 

ALÉM DAS FRONTEIRAS – Toda criatividade de Marciel já não é só vista pelo público santo-estevense. Recentemente, o comerciante viajou para Ipirá e Simões Filho, ambas na Bahia, desenvolvendo projetos sociais como arrecadação de alimentos, roupas e brinquedos para distribuição com pessoas carentes, além de oferecer nessas cidades oficinas de reaproveitamento culinário e artesanato. Em breve o projeto itinerante do Barracão chega a cidade baiana de Tapiramutá. 

DE VOLTA AO BARRACÃO DOS LANCHES – Para cuidar do projeto itinerante, Marciel ficou um ano longe da gerência do Barracão dos Lanches, mas agora está de volta. O espaço de lanches, que conta com 32 tipos de sanduiches, além dos naturais, sucos da fruta e muitas outras delícias, atende todos os dias da semana até a meia noite, também com serviço de delivery (entrega à domicílio). Os pedidos podem ser feitos através dos telefones 75 9 8154-5487, 75 9 8106-8711 ou pelo whatsapp 75 9 9229-8554. Também com entrega de GELOS até às 0:00h

DISK QUENTINHA – Também pelos mesmos números de telefone o cliente agora dispões de deliciosas quentinhas. O serviço de quentinhas para almoços funciona de segunda a sábado, sendo que nas sextas com cardápio de comidas baianas e aos sábados feijoada. Cada quentinha custa apenas R$ 10.



Homens e mulheres que buscam formação profissional diferenciada poderão fazer o curso de Operador de Empilhadeira. As inscrições poderão ser feitas por email, whatsapp ou telefone até o dia 20 de abril e custam R$ 50,00. Curso com garantia de aprendizagem. 

As aulas acontecerão em diversos ambientes, com 60% de aulas práticas e com uma carga horária de 40h os alunos receberão qualificação para trabalhar em empresas, fábricas, em obras de duplicação e construção de pistas e asfaltos. 

As qualificações podem oportunizar ainda trabalhos em empresas que prestam serviços para órgãos públicos, dentre outros. 

A profissão faz parte de uma das áreas que mais que empregam no mercado atual e abre vagas para homens e mulheres, sendo exigido apenas o Ensino Fundamental e ser maior de 18 anos de idade. Essa é uma formação de Operador de Empilhadeira e segundo o Instituto Multiserve, os salários para atuantes na área é, em média de R$ 1.200 a 3.500. O aluno receberá o certificado ao final do curso. Mais informações pelo telefone (75) 3243-3392- Fixo (75) 99182-4217 -Tim (75) 98353-1774.

Confira as fotos da entrega dos certificados aos alunos do curso de Retroescavadeira, que ocorreu em Santo Estevão:















terça-feira, 11 de abril de 2017

O Supermercado Cabral tem uma infinidade de ofertas para você nesta Páscoa. Lá você encontra deliciosos ovos de chocolate para presentear quem você gosta, uma grande variedades de vinhos, peixes salgados e congelados, além de todos os ingredientes para seu vatapá e caruru.
Sempre trazendo novidades, o Supermercado Cabral vem com uma linha de produtos naturais como sal rosa, chia, farinha de linhaça, entre outros – tudo para seu bem estar e com preços imperdíveis.
Além de tudo isso o Supermercado Cabral oferece açougue com carnes frescas, adega com os melhores vinhos nacionais e importados, produtos para sua cozinha, toda linha cama, mesa e banho e brinquedos, frutas e verduras fresquinhas, variedades de frios e padaria com deliciosos pães.
Para sua comodidade, o Supermercado Cabral e Cabral Farma entregam suas compras e medicamentos em domicílio.
Situado na Praça Sete de Setembro (ao lado do Banco do Brasil), o Supermercado Cabral é o lugar completo para suas compras.

FUNCIONAMENTO ESPECIAL NESTA PÁSCOA
O Supermercado Cabral funcionará neste domingo de Páscoa, das 8h às 12h para você aproveitar ainda mais as ofertas.




segunda-feira, 20 de março de 2017

Manifestantes bloquearam um trecho da BR 116, Sul, na altura do Posto São Caetano, em Santo Estevão na manhã desta segunda-feira (20) em protesto contra a Viabahia, concessionária que administra a rodovia. 

De acordo com os manifestantes, o protesto ocorreu para chamar a atenção da sociedade e das autoridades para os problemas que as obras vem causando aos moradores. Os moradores alegam que suas residências foram danificadas com as obras de duplicação da rodovia, causando danos da estrutura física e que até o momento não obtiveram respostas da empresa responsável pela obra. 

Renivaldo Gomes dos Anjos é um dos moradores da comunidade de Várzea Nova que alega ter tido prejuízos. “Minha casa está com diversas fissuras nas paredes, ocasionando sérios riscos de desabar e nada foi feito para reparar esses danos”, alegou durante o manifesto. 

O aposentado Roque Gomes Machado conta que sua residência, na localidade de Cabeça da Vaca também apresenta sérios danos. “Minha casa está com três paredes rachadas, a ponto de cair. Isso que estamos vivendo é um absurdo”, desabafou. 

Ainda segundo os moradores, os danos ocorreram após as máquinas pesadas estarem operando nas obras de duplicação da rodovia. “Quando passa o rolo compactador você sente a casa tremer, não fica uma taça que não caia. Não é possível que eles não saibam que uma obra de tal grandeza não possa causar esses danos”, disse um dos manifestantes. 

A manifestação que ocorreu em tom pacífico durou cerca de quarenta minutos e causou um congestionamento de mais de 10 km nos dois sentidos. A PRF – Polícia Rodoviária Federal e técnicos da Viabahia estiveram no local. Ninguém da empresa quis se pronunciar a respeito do movimento.