quarta-feira, 20 de abril de 2011

Professores da Uefs decidem continuar em greve

Em assembleia na manhã de hoje (19/04) com a participação expressiva de professores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) a greve iniciada no dia 11 de abril foi mantida. Os professores avaliaram o resultado das duas últimas reuniões com o governo, no dia 12, sobre o Decreto 12.583/11, e no dia 15, sobre o acordo salarial, na Secretaria de Educação.

Apesar de afirmar que não negociaria com a categoria em greve, os representantes do governo receberam os professores, mas relataram que não seria possível retirar a cláusula do acordo salarial que congela os salários até 2014, só poderiam mudar a sua redação, mas mantendo alguma restrição para as futuras reivindicações. Os representantes do governo ficaram de conversar com o Secretário de Educação para definir se vão voltar a negociar, apresentando uma contra proposta, e responder a categoria até amanhã (20/04).
Na próxima terça (26), às 17h30, haverá uma manifestação com “queima de Judas” e atividades culturais no campus da Uefs e nos campi das outras três Universidades. Ainda na terça (26), os professores da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), em Salvador, vão paralisar as atividades e participar de uma assembleia para avaliar se vão aderir a greve, os técnico-administrativos também vão paralisar. A depender da resposta de amanhã do governo, a categoria irá organizar uma manifestação na quinta (28). Uma nova assembleia de avaliação da greve foi marcada para 03 de maio, às 09 h, no auditório 4 do módulo 6, da Uefs.
Os professores reivindicam a revogação do Decreto 12.583/11, que reduz o investimento do governo no funcionalismo público, e a retirada da cláusula 2 do acordo salarial apresentada pelo governo no final de 2010 com o intuito de congelar os salários dos professores até 2014.
O governo esteve reunido na terça (12/04) com os Reitores e com a representação dos estudantes, técnicos e professores das quatro Universidades avaliando o Decreto 12.583/11. Durante a reunião, os representantes do governo apresentaram um documento que define medidas para diminuir o impacto do Decreto nas Universidades.
As negociações entre o governo e os professores pela incorporação da gratificação CET (Condições Especiais de Trabalho) ao salário base duraram mais de um ano. Os professores, demonstrando sua capacidade de negociação, aceitaram o pagamento da incorporação de forma parcelada até 2014. No entanto, no dia da assinatura do Acordo o governo surpreendeu a categoria incluindo no documento uma cláusula que os impedia de fazer reivindicações com impacto no orçamento do estado até 2014. “Era óbvio para o governo que não assinaríamos o acordo com essa cláusula. Demonstramos a nossa vontade de negociar, mas parece que o governo prefere o enfrentamento. Já recebemos os piores salários do Nordeste, não podemos passar quatro anos sem reivindicar melhorias”, afirma o coordenador da Adufs, Jucelho Dantas.


Foto: Assembleia da Adufs no dia 19 de abril.
Carla Matos / DRT - BA: 3247
Assessoria de Comunicação Adufs