sábado, 25 de fevereiro de 2012

Rio Paraguaçu: uma beleza natural no meio da caatinga

Foto | Otto Ribeiro
O rio Paraguaçu tem atraído pessoas de várias regiões vizinhas e já se tornou para muitos uma alternativa para o lazer nos finais de semana. Sempre aos sábados e domingos a presença de carros e motocicletas faz parte do cenário paisagístico verde que também é cercado de pássaros.
Como uma das maneiras para diversão no rio, é comum observar a presença de pessoas passeando de Jet ski, andando de canoas e também existem outros que disputam o nado de um lado a outro do local. “Sempre que passo por aqui aos finais de semana, é comum observar a presença de pessoas andando de jet, nadando, outros até pescando, mas a minha preferência mesmo é comer um peixinho e tomar uma gelada”, contou Janaína Pires.
De acordo com o empresário Eduardo Medeiros, para quem mora nas cidades vizinhas, passar o final de semana no Paraguaçu tem sido uma das melhores alternativas. “As vezes a gente que trabalha com comércio passa a semana muito atribulada, cheia de compromissos e preocupações, o rio é o melhor lugar, tranquilo, bonito. Acho que para melhorar só está faltando mais investimentos no ramo de hotelaria”, frisou o empresário.
Além de considerar como um lugar atraente e tranquilo, há moradores do local que também observam que habitar nas proximidades do rio pode influenciar de forma positiva na aquisição de uma renda satisfatória no verão. “Vivemos em um lugar tranquilo e atrativo, isso deixa todo morador satisfeito. A única coisa é que a nossa renda fica concentrada no verão, que é quando é possível investir em barracas nas proximidades do rio, vendendo cervejas e peixes pescados na hora”, contou Maria Conceição, moradora do local.

A História da localidade Porto Castro Alves e o rio Paraguaçu
A força que nunca seca

Segundo historiadores, em 1504 os franceses já trafegavam pelo rio Paraguaçu com os nativos. Porém a sua descoberta é atribuída a Cristóvão Jacques, comandante da primeira expedição guarda-costas que chegou ao Brasil em 1526 para combater os franceses no contrabando do pau-brasil no nosso litoral. Cristóvão, na ilha “dos Franceses” situada no baixo curso do Paraguaçu, encontrou duas naus da França ali ancorada, comerciando com os indígenas, afundando-as com equipagens e mercadorias. Durante a Guerra de Independência do Brasil, uma canhoneira portuguesa no Rio Paraguaçu bombardeou a cidade de Cachoeira, sede da revolta contra os portugueses.
A comunidade Novo Porto Castro Alves, que antes se chamava Barriguda, surgiu no ano 1983, formada por moradores vindos de várias regiões ribeirinhas do rio Paraguaçu, que tiveram sua terras desapropriadas pela Desenvale (Companhia de Desenvolvimento do Vale Paraguaçu).
A Desenvale desapropriou essas famílias em troca de um a pequena casa, cinco tarefas de terra e um valor irrisório, independente do patrimônio que elas antes possuíam, sem respeitar sentimentos, valores e necessidades. Muitas pessoas se revoltaram, outras se suicidaram.

O rio Paraguaçu conta com um belo ponto turístico. Após a recuperação dos 11 quilômetros da BA-491 que ligam o município de Santo Estevão ao lago da Barragem de Pedra do Cavalo e com a reforma do principal ponto turístico da cidade, o Porto Castro Alves, à beira do Rio Paraguaçu dispõe de área de lazer, composta por quiosques e um mirante. Os visitantes além de apreciarem uma bela paisagem podem se deliciar com um prato que é especiaria local, o peixe que é pescado no próprio rio.

Conheça as imagens fotográficas do artista plástico Otto Ribeiro