CONEXÃO CIDADE

Conheça a trajetória do primeiro ano de existência do site Correio da Cidade
- A história por trás das telas -

O site Correio da Cidade teve sua primeira publicação no dia 16 de abril de 2011. Nasceu em um dia de sábado chuvoso, e da varanda de casa, Alysson Ribeiro começava a pensar em colocar em prática o projeto de escrever para um site de notícias. “O dia estava sendo propício para o nascimento de um jornal online: chuva e vontade de escrever, fatos novos surgindo, questões sociais precisando ser levadas à discussão pública. Tudo me levava a uma idéia que nasceu em 2007, na faculdade. Conversando com uns colegas do curso de jornalismo, eu descobri que esse projeto teria que sair do papel e ir para as telas dos computadores”, conta. 
Em maio foi registrado o domínio, a marca e começou a concepção da programação visual. O projeto pretendia um modelo simples para o internauta. “Queríamos um formato de leitura dinâmica, que narrassem os fatos noticiosos da cidade, sequencialmente. Nada seria separado por tema de interesse ou coisa parecida. As notícias deveriam aparecer no site na ordem que elas verdadeiramente ocorriam. Daí formatamos uma versão do site para quem acessasse através de telefonia móvel”, explicou. 
Começaram a discutir a pauta de reportagem e a montar uma espécie de manual de jornalismo do site. Ali nascia a identidade do Correio da Cidade, que é fazer um jornalismo compromissado com a veracidade dos fatos, sem sensacionalismo ou paternalismo. Contar os fatos como eles acontecem, de forma imparcial e acima de tudo primando pela ética e o respeito humano. 
Pronto! Site no ar, linha de trabalho definida, equipe pronta. Tudo estava definido. Mas em junho, dois integrantes do trio de colaboradores tiveram que se ausentar definitivamente do projeto pois passariam a morar em outra cidade para um novo desafio profissional. Era em pleno festejo junino, a cidade fervendo de informações. “Pensamos em parar. Mas com o apoio de um colaborador, continuamos. Re-estilizamos o layout, inserimos novas funcionalidades e passamos a cobrir notícias policiais”. 
Com apenas dois colaboradores atuando em pleno São João, o site conseguiu fazer uma cobertura que se espalhou por inúmeros órgãos de imprensa de toda a Bahia. As fotos, relatos, vídeos e entrevistas realizadas na festa junina iam se espalhando através de emissoras de rádio, sites, blogs. “Ali percebemos que o Correio da Cidade já começava a firmar seu compromisso com a sociedade local. Foi naquele momento que os artistas tiveram seus talentos divulgados pelo estado baiano, através das informações que a gente prestava no site. Era algo contagiante”. 
Em agosto, Alysson, Diogénes Damasceno (que esteve no projeto desde o início), decidiram agregar mais colaboradores para atender à necessidade da demanda de publicações diárias que começavam a surgir. Foi aí que incorporou à equipe o jovem Everton Saigon Medeiros. A partir dessa nossa equipe tiveram a vontade de permanecer no projeto e naturalmente as coisas começaram a fluir como resultado de uma equipe que, de forma democrática, debatia cada detalhe que iria ao ar. 
Reuniões, diálogos, idéias novas e muita determinação passaram a ser as características da nova equipe. Nascia ali, verdadeiramente, o projeto pensado há cinco anos. 
Alysson assumiu a edição geral, Diogenes passou a escrever para a coluna de Esportes e Cinema e administrar toda estrutura do Correio. Everton cuidava dos vídeos, política e auxiliava no setor comercial. 
Com o trabalho no ar, a equipe começou a fidelizar leitores de diversas partes do Brasil e do mundo. Através do monitoramento de acessos, os números demonstravam que internautas de vários países acompanhavam as notícias. “Foi aí que recebemos uma ligação da brasileira Katia Wanzeler, que mora nos Estados Unidos há muitos anos. A ligação era para parabenizar o site e sugerir novas pautas de reportagem. Tivemos também inúmeros contatos com a família de santoestevenses que vivem em Tronto, na Itália e que diariamente sabem dos fatos de Santo Estevão através do nosso trabalho”, relata Alysson Ribeiro, que começava a se surpreender com a proporção das informações postadas no site. 
O Correio da Cidade começou a ter acesso recorde, dia após dia. Eram as pessoas que começavam a se conectar diariamente em busca de informação e espalhavam a idéia do novo noticiário. 
O Correio da Cidade usa o critério jornalístico da proximidade. O leitor fica sabendo de tudo que acontece em seu bairro... na sua cidade. Mas precisavam ir além. Era preciso ainda ter um canal entre o leitor e quem faz o Correio da Cidade. Foi daí que criaram o email corporativo através do endereço falecom@correiodacidade.com.br e uma página no site intitulada como VC NO CORREIO. De lá, as pessoas informam sobre qual tema deverá ser explorado. É a voz popular começando a ter espaço em nosso meio de comunicação. Aliás, esse tem sido um dos principais pensamentos de equipe: dar vez e voz ao povo, fazendo com que as pessoas se vejam na notícia. 
BASTIDORES - Apesar de estarem sempre em sintonia com todos os colaboradores do site, com as fontes de informação, impreterivelmente aos sábados passavam a tarde inteira em reunião discutindo a pauta da semana, fazendo reformulações e acima de tudo avaliando de que forma a informação chegava até as pessoas. 
Trocaram o horário de almoço pelo acesso à notícia. Todos os dias estão na Delegacia de Polícia, no hospital, nas ruas para colher informações. Tudo tem que ser muito rápido, porém responsável. “Primamos pela ética e principalmente pelo respeito às pessoas. Por trás de uma foto e um fato de alguém que se envolveu num acontecimento que virou notícia, pensamos também nos familiares dos envolvidos nelas. Nada de sensacionalismo: o espetáculo por trás da matéria. Não! Precisamos de informação, sem opiniões, tal qual ela aconteceu. Em hipótese alguma podemos ser tendenciosos. O debate a cerca da notícia deixamos por conta do leitor que nas redes sociais ou em nossos comentários podem expor seu ponto de vista. Nos comentários, antes de liberarmos, analisamos o conteúdo que não pode ser ofensivo ou de qualquer natureza que estimule a violência, seja ela qual for”. 
O dia a dia de quem escreve a notícia é trabalhoso, mas de muito prazer. A ordem é acordar cedo, ler, ouvir e assistir tudo. Ligar para as fontes de informação. Não dá pra esperar a notícia chegar. É preciso estar atento. O leitor precisa dela de forma veloz e verídica. Tudo é muito rápido. 
Certa vez, vindo de uma festa, Alysson percebeu que havia acontecido um acidente envolvendo um motociclista. Era um jovem de 21 anos que estava ali no chão, na avenida José Botelho. Antes de colher a notícia tem que falar mais alto o lado humano. Foi feita uma barreira para os carros que por ali trafegavam diminuíssem a velocidade, chamaram o resgate, a polícia e só depois foram levantar as informações do que havia ocorrido para colocar no ar. 
As pessoas sempre nos perguntam: “E as fotos de pessoas presas...?”. Antes de concluírem a pergunta eu sempre respondo: “A sociedade precisa conhecê-los. Vivemos numa cidade pequena e é importante conhecer quem nos proporciona qualquer tipo de perigo”. É uma espécie de prestação de contas com a comunidade. É você noticiar que o crime não ficou sem solução e que a polícia é atuante. Isso termina inibindo outras ações. 
“Dizem por aí que a imprensa é uma espécie de 4º Poder. Não queremos pensar assim. Para nós, do Correio da Cidade, a imprensa nada mais é que um elo de entre as pessoas e os fatos do cotidiano. O papel da imprensa é, com isenção e responsabilidade, fomentar um debate público a cerca de como está nossa segurança, o dia a dia de nossa cidade, a saúde, a educação... os direitos e deveres do cidadão”, explica Everton Medeiros. 
Em fevereiro de 2012, o grupo sentiu a necessidade de montar um escritório de redação para aproximar os leitores, que podem visitar o local ou mesmo ser um ponto fixo para entrevistas com artistas locais, personalidades ou mesmo pessoas anônimas. “Foi daí que criamos o CONEXÃO CIDADE, um espaço para que os nossos leitores conhecessem melhor as pessoas que fazem a cidade acontecer. Com um mês do quadro, já passaram por aqui Xan Falcão, Elmo Sete, Beto Botho, Kurika, Clayton e Maiane e Mônica Silva. Cada um com histórias diferentes, mas com talento de sobra para presentear o público todos os sábados, quando a entrevista vai ao ar”, revelou Diogenes. 
PREMIAÇÃO – Em menos de um ano, a equipe do Correio da Cidade foi contemplada com três prêmios de reconhecimento. Dois deles foram através de pesquisa opinião. Em cada uma delas, mais de 77% dos entrevistados escolheram o site como meio de comunicação na rede mundial de computadores. No terceiro prêmio, o TOP 2, o Correio da Cidade foi eleito por acadêmicos do estado de São Paulo como um dos melhores sites nas categorias ‘Notícias’ e ‘Variedades’ da região. 
REPERCUSSÃO – Notícias como a dupla tentativa de homicídio na frente de uma escola estadual, o caso do Jet Ski que atropelou e matou um jovem de 22 anos, um Juri Popular e a tentativa de homicídio contra um policial militar fizeram com que a equipe do site fosse procurada por grandes veículos de comunicação e viraram uma espécie de correspondentes para as informações que se espalhavam pelo G1, Correio da Bahia, O Estadão, Uol, Bol, R7, TV Record Nordeste além de portais internacionais como portal francês. 
Um ano no ar... Histórias marcantes, altos e baixos, encorajamentos. Amigos que se somaram. Pessoas anônimas que vivenciam conosco esse trabalho árduo, mas que é feito com muito amor. Esses são os ingredientes que estão por trás de sua tela, por trás da notícia. 
Podemos dizer que o Correio da Cidade não pertence mais somente à nossa equipe. Ele é de todo cidadão... de toda a CIDADE.




Lucas: Dança européia nas ruas de 
Santo Estevão


Lucas de Jesus, ou simplesmente ‘Kurika’, como é conhecido, nasceu em Santo Estevão, tem 17 anos e traz consigo o hobby de apresentar na cidade um estilo de dança um tanto quanto inovador. 
Ruas, praças, a lagoa, tudo pode se transformar num ambiente propício para o Free Step, uma dança originária da Europa que significa ‘Passos Livres’. 
Há dois anos ele já pratica a dança. Com talento ele desenvolve um trabalho que leva muitas horas por dia de pesquisa para novos passos. 
O estilo, que abusa dos movimentos das pernas, é executado basicamente ao som da música eletrônica. 
No seu canal do Youtube, mais de cinco mil pessoas já assistiram os vídeos de Kurika. Ele produz, edita e divulga tudo através das redes sociais. 
Estudante de escola pública, ele divide seu tempo entre trabalhar durante o dia como soldador em uma serralheria e estudos no período da noite. Seu sonho está entre dois cursos de nível superior: Educação Física ou Engenharia da Computação. Quando chega da escola, geralmente passa horas em frente ao seu computador pesquisando tutoriais para que possa implementar sua dança. 
Para Kurika a dança é uma paixão. “A dança me acalma. Fico mais concentrado e sereno. Acredito que os jovens deveriam procurar uma atividade saudável para livrar-se dos perigos que o mundo lá fora apresenta”, revelou.
Assista a um dos vídeos produzidos por Lucas:



VENCENDO BARREIRAS - O menino que gosta de música Pop, batidas eletrônicas e Rock já sofreu preconceitos por causa da dança. “Muitos me criticavam com palavras maldosas de cunho preconceituoso, mas transformei isso em motivação. Hoje sinto que comecei a ser mais visto pelo meu talento “, contou. 
Em casa, ele afirma que a dança ainda passa meio despercebida aos olhos dos seus familiares, mas acredita que logo irá conquistar um lugar de destaque no cenário artístico. “Penso em me profissionalizar na dança, em mostrar meu trabalho fora daqui e levar o nome da minha cidade”, frisou. 
“Infelizmente a arte em nosso país não é valorizada como devia. É preciso um olhar voltado para as pessoas que tem qualquer tipo de habilidade nas mais variadas modalidades artísticas e apoiá-las”, enfatizou. 
Kurika começa a dar os primeiros passos na realização de seu sonho. No próximo dia 14 de abril estará em Feira de Santana num encontro com outros amantes do Free Step para compartilharem novas idéias para o estilo. 
A DANÇA - O Free Step , que em português significa “Passos Livres” é uma dança que consiste em deslizar sobre o chão fazendo movimentos com as pernas e geralmente com as mãos sob as batidas da música eletrônica. A dança baseia-se em movimentos elaborados, e até inclusão de outros passos de danças dentro dele, como por exemplo, Melbourne Shuffle, Jumpstyle e C-Walk B-Boy entre outros. 
A dança foi aderida por muitos jovens no Brasil inteiro.O Free Step é a evolução do antigo Rebolation, que é a evolução de uma outra dança estrangeira, chamada Charleston Dance (dança em que se movimentam as pernas, ouvindo uma espécie de blues como musica), que o brasileiro viu, gostou, e adaptou à musica eletrônica criando o rebolation. A dança virou diversão entre jovens e fez muito sucesso em festas Rave no Brasil por volta de 2008 e 2009, seguindo o gênero Dance baseava-se nos ritmos Psy e Trance. No fim de 2009, viu-se na necessidade de criar novos passos para a dança, pois o Rebolation estava muito limitado a passos pra frente e pra trás, não havia muita variação. O Rebolation então passou por uma reformulação, tornando os passos mais elaborados principalmente pela utilização de saltos na sua própria base. Ainda no final de 2009, a banda de Axé Music chamada Parangolé criou uma música chamada Rebolation, inspirada na dança, mas insinuando que ela se baseava em rebolados de axé e não no movimento das pernas. A música fez muito sucesso no Brasil e com isso foi feita a associação geral da população entre o Parangolé e o Rebolation, constrangendo quem dizia que dançava Rebolation. O nome "Free Step" foi dado por "dancers" dessa modalidade, e fez muito sucesso, principalmente pela internet. Hoje há competições chamadas "Meet Up" em que os dançarinos competem entre si, sendo julgados pela inovação, sincronismo, perfeição, e criatividade nas sequências. 



Mônica Silva: A dona da alegria

A entrevistada dessa semana do Conexão Cidade é Mônica de Oliveira Silva, santoestevense, 33 anos. Idealizadora do Jornal do Momento, projeto que manteve por 12 anos, a menina que começou escrevendo um livro de poesias que na época vendeu mil exemplares, hoje usa o Facebook para mostrar que a vida pode ser levada com uma dose de humor e respeito ao próximo. 
Desde criança era apaixonada pela poesia. Escreveu o livro “Para Alegria e Tristeza de Junho’ , produzido na escola onde estudava e conseguiu vender mil exemplares. Entusiasmada pela arte de se comunicar, lançou no ano de 1997  o “Jornal do Momento”. O boletim, confeccionado em papel A4, era diagramado e redigido por ela. O impresso tinha uma publicação quinzenal e visava informar as pessoas da cidade com notícias do dia a dia, e acima de tudo  levar diversão.
Para fazer o jornal chegar às ruas, Mônica contava com o apoio de alguns comerciantes que faziam a assinatura para receber uma fotocópia do exemplar ou mesmo patrocinar o projeto. As matérias falavam de comportamento, saúde, fofocas, telegramas de amor. Para Mônica era uma diversão construir o jornal. “Eu contava com a participação da turma de jovens que me passavam as notícias e queriam ver seus nomes publicados”, relembrou. 
Por muitos anos o Jornal do Momento circulou e aos poucos ia conquistando o seu espaço. Em uma época também contou com a ajuda da Câmara Municipal que patrocinava a reprodução do material. “Infelizmente esse patrocínio foi suspenso. Como o lucro das vendagens era pouco, o sonho de dar continuidade ao jornal foi interrompido”, lamentou. Em 2009 foi publicada a última edição do Jornal do Momento. 
“Eu comecei, sonhei, acreditei, mais tive que dar uma pausa e agora torço para que o Correio da Cidade dê continuidade a esse meu sonho... O sucesso que eles estão conquistando agora, me sinto integrante desse novo projeto”. Mônica se referiu a uma declaração do idealizador do Correio da Cidade, Alysson Ribeiro, que ao receber o primeiro elogio do seu site de notícias, fez questão de dizer que Mônica e o Jornal do Momento foram a inspiração dele. 
“Na época do Jornal do momento, eu e Alysson estudávamos no mesmo Colégio. Ele era tão magrelinho que passava despercebido. Ninguém mandava recado pra ele, ninguém falava nada dele. Daí, como ele sabia que eu gostava de comer muito, me pagava lanche escondido pra eu inventar recadinhos com o nome dele e publicar no jornal. A resenha saía, todo mundo comentava e ele ficava famoso por um dia”, brinca, confirmando que de alguma forma contribui na decisão da profissão do amigo. 
PAIXÃO PELO JORNALISMO – Atualmente ela está cursando Letras no Polo da UNEB em Santo Estevão, mas revelou que sua paixão mesmo é o Jornalismo e não descarta a possibilidade de um dia cursar algo na área de Comunicação. 
MÔNICA NO FACEBOOK - Com a técnica poética que trouxe da infância, ela usa o Facebook como uma plataforma para passar o alto astral para os seguidores e conquistou a simpatia de todos. 
“O Face é minha segunda família, quando eu olho em status e vejo ele me perguntando: - No que você está pensando? Eu não sei mentir, sou muito verdadeira, falo mesmo! Meus pensamentos são livres, mas só tomo cuidado para não machucar meus amigos. É no face que eu expresso meus sentimentos, faço novas amizades, declarações de amor, brigo, desabafo, mando indiretas pela has tag #ficaadica”,explica. “O face é minha agenda online, minha alegria!”. 
Mônica é tão participativa no Face que termina ajudando os meios de comunicação da cidade. Se tem um acontecimento em qualquer ponto da cidade, dificilmente o evento não é registrado pela câmera de seu celular e postado na rede. 
No Facebook ela queria também falar do seu amor, mas sempre aliou as suas declarações apaixonadas a certa privacidade. Então resolveu apelidar seu parceiro amoroso de “Bê”, o que virou fato para brincadeiras e curiosidades. 
Uma das perguntas que os internautas mais fizeram durante a entrevista era sobre a verdadeira identidade do personagem criado por ela. Em meio a muitos risos frisou: “Gente, vocês não conhecem Bê, ele mora em Salvador, trabalha na Petrobrás e só pode vim aqui em Santo Estevão uma vez por mês. Bê é meu companheiro, meu eterno namorado, paixão antiga, minha alegria, meu sorriso, meu amigo, meu tudo... Mais está tão bom esse suspense que faço no facebook, que se eu o revelar vai perder toda a graça”. Mas no meio da entrevista, eis que veio a revelação. “Por mais que ele me pedisse que não revelasse, (tadinho, tem vergonha do nome), Bernardino é o nome do meu doce amor” e completou “agora vocês decidem se eu continuo chamando ele de Bê ou de Bernadino? #Ficaadica#.”, brinca. 
Hoje Mônica trabalha em um curso de idioma, é mãe e foi do seu filho de 5 anos de idade que ganhou o apelido de Mamãe Môn, que caiu no gosto dos internautas no Facebook. 
Mônica é um exemplo para o uso criativo e alegre de uma rede social e muito mais que isso. Com suas postagens, ora em textos poéticos, ora com montagens fotográficas, ela ensina a cada dia uma nova lição de vida: “Viver sorrindo é mais vantajoso. Quem tem bom humor atrai pessoas boas, evita doenças e rejuvenesce”, garante.


Como não podia ser diferente, Mônica pediu para editar suas 
fotos 



Beto Boto: Romantismo na voz de um cantor 
apaixonado por Santo Estevão


Foto | Divulgação
Ele começou a cantar aos sete anos de idade, inspirado pelo pai que integrava um grupo de samba de roda. Beto adorava cantarolar quando o pai fazia batucada na mesa ao chegar em casa. Certo dia pediu para a mãe um violão e para surpresa do garoto nascido em Ipirá, na Bahia, ela presenteou o irmão mais velho de Beto com o instrumento musical. “Minha mãe deu o violão ao meu irmão que nem sabia tocar nada”, brincou. 
Beto sempre gostou de ouvir rádio AM. Suas músicas prediletas para ouvir nas emissoras vinham de Roberto Carlos, The Fiver’s, Giliardi e Vando. “Sempre fui apaixonado pela música que trazia o romantismo como temática”, avaliou. 
Dos 9 aos 10 anos de idade, Beto morou na cidade de Santo Estevão. Nesse período ele trabalhou numa lanchonete e fazia sucos de laranja. “Minha mão doía de espremer tanta laranja para fazer suco, mas eu me sentia fascinado de tá trabalhando e tendo a oportunidade de morar em Santo Estevão”. 
Ele voltou para Ipirá e convidado por Paraíba do Acordeom teve aos 13 anos de idade a sua primeira oportunidade de subir ao palco, num encontro consagrado da música e um público grande que vibrou com a voz vibrante do cantor. Ali, o sonho do menino Beto Botho começava a virar realidade. 
Pouco tempo depois Beto foi trabalhar como técnico de áudio numa emissora de rádio FM naquela cidade e logo depois fundou um grupo chamado Mensagem Musical e tocavam canções de seresta. O grupo durou apenas um ano. “A gente não conseguia shows e como cada integrante foi estudar em cidades diferentes fomos forçados a acabar aquela formação”, contou. 
Persistente, Beto resolveu formar uma dupla sertaneja que durou quatro anos. Beto Botho & Claudir Cigano gravou um compact disc e fez vários shows. 
Com o fim da dupla, aos 19 anos ele foi morar no Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana. Na capital fluminense Beto queria aperfeiçoar seu trabalho e foi conhecer os bastidores da música. Viveu no meio musical e se entrosou com músicos da banda Roupa Nova, Perla e a dupla Gian e Giovane e é claro, cantou. “Fiz muitos shows na Rocinha e quando o público sabia que eu vim da Bahia dobrava o carinho. Era impressionante”, revelou. 
Do Rio, ele viajou direto para São Paulo. Lá buscou ganhar experiência em shows. Em Guarulhos encontrou uma praça completamente lotada. No show, Botho se apresentou interpretando músicas de Zezé de Camargo e de cara impressionou o público. Além do astro sertanejo, Beto adorava cantar as músicas interpretadas por Zizi Possi. 
De Guarulhos, Beto seguiu para Ribeirão Preto e Osasco, onde fez muitas apresentações musicais e trouxe uma lição: “A Bahia você divulga seu trabalho percorrendo todos os cantos do estado em trinta dias; em São Paulo a dificuldade é grande”. 
Com o público, a quem fez questão de agradecer durante toda a entrevista, Beto tem uma preocupação especial. “Devo tudo a eles. Pego os contatos de e-mails de meus seguidores e encaminho as faixas musicais que eu gravo. O público tem que está presente a todo o momento, não apenas na hora do show. Sinto-me mais próximo. É uma energia contagiante”, frisou. 
A FORÇA DO DESTINO – Depois que voltou do eixo Rio -São Paulo o cantor montou sua banda e partiu para fazer shows em todo o estado baiano. Um dia, os organizadores do Forró Panela, evento tradicional em Santo Estevão, o casal Rogério Figueiredo e Branca resolvem contratar o show de Beto. 
Uma semana antes do show em Santo Estevão, foi surpreendido pela morte de seu pai. Abalado, pensou em desistir e usou o profissionalismo para não deixar o casal de amigos na mão. 
Veio para Santo Estevão e quando estava no hotel foi informado que a primeira atração atrasou e ele teria que antecipar o show. Foi aí que o cantor conheceu Luciana Pimentel. Ela estava na produção da festa e foi pedir ao cantor para subir ao palco. 
Anos depois os dois namoraram e passaram a viver uma história de amor. Luciana já era fã de Beto. 
O cantor veio morar em Santo Estevão e se diz apaixonado pela cidade. “Sinto-me filho dessa cidade. Aqui fui bem recebido e fiz grandes amigos. Devo tudo isso ao casal Rogério e Branca que me trouxe para cá”, disse. 
Em 2011 Beto gravou seu primeiro DVD que leva o título de ‘Ao Vivo em Santo Estevão’. O álbum, gravado no São João, teve a presença de mais de trinta mil pessoas na praça pública. O CD e o DVD estão prontos e serão lançados em maio aqui na cidade. Em junho ele lança o CD Volume IV. 
Beto faz questão de elogiar os artistas locais e diz que a cidade é rica em talentos artísticos. “Vejo muita gente bacana na estrada e outras despontando. É impressionante o quanto tem artistas talentosos em todas as áreas aqui em Santo Estevão. Seja na música, seja em qualquer outro tipo de arte”, avaliou.



Entrevista: 
Alysson Ribeiro 
Diogenes Damasceno 
Rafael Santana
E a participação de internautas que contribuíram fazendo perguntas. 




Elmo Sete: O menino que promete voar



O entrevistado dessa semana do Conexão Cidade é Elmo Souza Gomes, ou simplesmente ‘Elmo Sete', como gosta de ser chamado. O nome, tão original quanto esse garoto de 18 anos, surgiu no ano de 2004 quando ele começou a estudar no colégio Polivalente de Santo Estevão. Elmo é o criador de vídeos criativos distribuídos na internet. Um talento escondido atrás das telas. 
“Quando comecei a estudar no Polivalente, no primeiro dia de aula, entrando naquele corredor já me imaginava num roteiro de filme”, contou. “Decidi que a cada ano que passasse ali, eu escolheria um numeral para acrescentar no meu nome. Logo, o primeiro ano, fui auto apelidado de ‘Elmo Um’ e em 2010, quando comecei ler a Bíblia, percebi que o algarismo sete tinha uma força sublime. Parei no sete e achei que combinou”, brinca. 

Elmo, um jovem sonhador e que durante toda entrevista se mostrou centrado nos estudos, costuma observar tudo a seu redor de forma crítica. “Eu olho as coisas por dentro. Eu procuro entender como elas são construídas. Fico imaginando como se escreve um roteiro, como se fabrica determinado aparelho ou até mesmo como as emissoras de televisão montam seus arquivos”, revelou. 
Em 2009, o menino sonhador gravou seu primeiro vídeo para o Youtube. A inspiração foi uma garota que ele gostava na época. Até hoje ele não sabe se ela percebeu que o filme, com duração de menos de três minutos e que trazia uma canção de amor, era em homenagem a ela. 
De lá para cá, Elmo passou a dividir seu tempo entre o trabalho no comércio da família, estudos e filmes. Muitos filmes. Criativo, Elmo Sete afirma que não apoia qualquer tipo de plágio ou adaptação do que já assistiu. “Eu posso até me inspirar em algumas produções, mas trago para os meus vídeos as minhas ideias. Gosto de ter originalidade”, frisou. Esse cuidado com os direitos autorais levou Elmo a excluir alguns vídeos de sua conta na internet, pois apareciam marcas famosas nos cenários. 
Elmo conta que já demorou meses pra produzir um vídeo. Ele mesmo quem cria os roteiros, filma e edita. A avaliação do produto  fica a cargo de sua irmã de 17 anos. Se ela aprova, o vídeo vai para o ar. Caso contrário passará por novos retoques de edição ou até mesmo cair no esquecimento. 
Os vídeos, que eram filmados de um celular ganhavam efeitos especiais. Ele voava, aparecia como um ser minúsculo dançando em cima de uma carteira escolar. Como cenários eram usados os cômodos de sua residência, as ruas da cidade ou mesmo a escola. E foi lá no ambiente escolar que ele buscou forças para não desistir. Elmo frisou o apoio dos colegas e professores que sempre apoiaram suas produções. “Algumas pessoas me taxavam como bobo, mas na escola eu tinha professores e colegas de classe que até me ajudavam. Em alguns vídeos os meus colegas participaram filmando ou mesmo contracenando comigo”, contou. 
Na escola, Elmo não queria apresentar trabalhos escritos. Convencia os professores a aceitar as tarefas escolares em formato de vídeo. “Sempre achei que unir as ferramentas do teatro às técnicas de vídeo daria para fazer um bom trabalho e ainda por cima inspirar outras pessoas a pensar assim, digamos, de forma moderna. A experiência deu tão certo que até alunos de outros turnos começaram a apresentar as atividades da escola assim”, contou. 
JUVENTUDE X TECNOLOGIA – Elmo acha que os jovens precisam se dedicar a algo que acrescente coisas boas para o futuro. “Levo a vida assim: trabalho, estudo e pesquiso coisas que eu gosto, mas divido bem meu tempo. Se plantarmos uma boa semente agora colheremos ótimos frutos lá na frente. Sei que o caminho é lento, mas é o melhor”, afirmou. “Viver no mundo das drogas é o fim. Não queria ver os jovens perderem bons momentos de suas vidas por uma coisa que não acrescenta nada de positivo. Vamos pensar nos estudos, no nosso crescimento como cidadão consciente. Vamos usar o desenvolvimento tecnológico a nosso favor, de forma responsável”, frisou. 
PROFISSIONALIZAÇÃO – Elmo não quer ser um amador na criação de vídeos. Ele pretende se profissionalizar e ficar conhecido. Pretende cursar uma faculdade e fazer algo na área de comunicação. Antes disso ainda programa comprar uma câmera com alta resolução para continuar seu trabalho. “Sonho em ser conhecido, em fazer sucesso, claro. Mas isso demanda tempo, estudo e muita dedicação. Cada coisa por vez. Sei que eu chego lá”, avaliou. 
Elmo já ganha pela exibição de alguns filmes. O Youtube passou a pagar alguns centavos de dólar por cada clique. Este pode ser o primeiro passo para o reconhecimento de um menino simples, mas cheio de pretensões para o futuro, com promessas de grandes vôos. A história de Elmo, assim como de muitos jovens santoestevenses pode estar sendo contada a partir de agora. 
Sem dúvida, Elmo é personalidade que faz a cidade acontecer.

Clique AQUI e assista os vídeos de Elmo no Youtube.

Entrevista: 
Alysson Ribeiro 
Diogenes Damasceno 
Rafael Santana 
Everton Sáigon Medeiros 
E a participação de internautas que contribuíram fazendo perguntas. 


Luxúria Fest:
Glamour, papos sobre sexo, música e diversão: uma mistura perfeita para uma festa que promete quebrar tabus e marcar uma nova geração em Santo Estevão

A talentosa dupla falou sobre a grandeza do evento
e desmistificou tabus  
Ele é dançarino, coreógrafo e promotor de eventos. Ela é dona de sex shop, loja de produtos eróticos. Juntos, os dois jovens se uniram para montar um evento um tanto quanto ousado: O Luxúria Fest; uma festa que, ao contrário do que o título sugere é voltado para a mulher cidadã e promete ser, além de uma grande celebração da doçura feminina, um start um tanto quanto pedagógico.
Clayton Gomes e Maiane Carvalho são os idealizadores de um evento que vai quebrar tabus e elevar a auto estima do público feminino. Os autores contam que o Luxúria Fest foi todo planejado para ‘sacudir’ o ego feminino com uma mistura de sensualidade e educação sexual.
“A ideia foi homenagear a mulher e por isso mesmo escolhemos o dia 10 de março para celebrar”, explica Clayton, visivelmente emocionado ao falar sobre os detalhes do projeto que já vem sendo planejado desde novembro do ano passado.
Maiane, que há dois anos atua no ramo de produtos eróticos pensou no evento como uma forma de quebrar barreiras e preconceitos e entrar de vez no mercado. “Inicialmente pensei em um desfile de langeries, mas com a chegada de Clayton, novas idéias foram sendo acrescidas”, explica a jovem tímida, porém com a mente cheia de sonhos.
O Luxúria Fest, que será realizado na Casa de Reboco no dia 10 de março, receberá exclusivamente o público feminino das 20:30h até meia noite. Só a partir desse horário será permitida a entrada de homens.
Na primeira parte do evento, a programação varia entre palestras, distribuição de brindes, amostras de produtos eróticos e até um desfile que contará com modelos de todos os perfis: da mulata à loira, da senhorita à senhora. “Esse será o nosso diferencial”, explica Clayton. Durante as três horas da primeira etapa do evento, as mulheres mergulharão pelo mundo da sensualidade de forma singela e com muita, mas muita seriedade mesmo. “Nosso evento tem um tom didático. Com um espaço especialmente montado para a mulher, vamos ter ambientes para retoques de penteados, maquiagens e técnicas de sedução”, tudo isso feito por profissionais.
TABUS – Maiane explica que percebeu que os seus clientes desejam realizar suas fantasias sexuais através dos produtos que ela comercializa, mas sentem-se meios constrangidos em ir até a loja. E o evento promete justamente fazer com que não só as mulheres, mas os seus parceiros possam entender que o prazer e as novas descobertas na vida sexual ativa podem estar justamente nas propostas elaboradas pelos organizadores. “O ambiente será propício, todo mundo vai se sentir a vontade”, frisou Maiane.
FALAR DE SEXO - A sexualidade continua sendo tabu mesmo dentro do casamento? Para diversos casais, sim. Muitos relacionamentos têm sido prejudicados pela falta de liberdade entre os cônjuges para se traduzir em palavras as preferências de cada um relacionadas ao ato sexual.
Conceitos herdados da família, religião e cultura levam as pessoas a enxergarem pecado e maldade onde não existe. Sinceridade, honestidade, paciência e humildade são essenciais para o êxito desse processo. Colocar a relação sexual como consequência do amor e não como condição para se amar, também é importante para que um cônjuge mais "preso" se sinta seguro e consiga "relaxar".
A intimidade cresce com o tempo. Presentear o outro com livros sobre o assunto, pedir ajuda a um sábio conselheiro. Participar de cursos para casais. Realizar fantasias. São essas e outras dicas que serão implementadas na programação oficial do evento que ainda trará uma surpresa para o público feminino.
SEGUNDA PARTE DO EVENTO - Na segunda parte do evento – a partir das zero hora, o público vai se divertir ao som de Beth Dias, Xan Falcão, com participação especial Meire de Paula, além de boate.






Entrevista: 
Alysson Ribeiro 
Diogenes Damasceno 
Rafael Santana 
Everton Sáigon Medeiros



Xan Falcão: 
Poeta, cantor e compositor;
Um artista que faz a cidade acontecer

Xan Falcão: cantor e compositor 
Na estréia do quadro CONEXÃO CIDADE, Xan Falcão conversou com os colaboradores do site Correio da Cidade sobre os desafios, conquistas e ideais de sua carreira. 
Ainda criança, quando morava na praça da Lua, Victor Alexandre Mascarenhas Falcão – ou simplesmente Xan, como gosta de ser chamado - trocou as diversões da fase da adolescência pela literatura. Começou a escrever poesias e logo depois resolveu musicá-las. As misturas das artes literárias e musicais deram certo e de lá para cá ele não parou mais. 
Desde a fase de menino poeta que Xan já pretendia disseminar a sua ideologia de socialista nas letras. A primeira poesia que virou canção se chamava ‘Calamidade’, que retratava sua indignação com a desigualdade social. 
Quem ver o músico se apresentando em shows não imagina que em 2010 ele chegou a passar seis meses na cidade de Ouro Branco (MG), trabalhando em uma empresa de gasoduto. “Um dia descobri que o gerente da obra que eu trabalhava também gostava de poesias e foi quando ele me pediu pra musicar uma de suas criações. Ali eu entendi o quanto a música me persegue”, frisou. 
Na cidade mineira ele passou a tocar em barzinhos e de novo, veio o reencontro do talentoso artista com o que ele mais gosta de fazer: cantar. 
“Lá em Minas eu só sentia que trabalhava quando cantava”, brincou ao explicar que não tinha a menor vocação para o trabalho que estava desempenhando naquela empresa. 
Hoje, aos 30 anos Xan é um artista que vive exclusivamente da música. Atualmente ele se divide entre aulas de violão em um projeto social do governo federal, em parceria com a prefeitura – o Projovem – e aulas particulares de violão, além é claro, de compor e fazer shows. Para ele, viver em uma cidade de porte médio não tira o brilho de um artista ou qualquer que seja o ramo profissional de uma pessoa. “A gente tem que se doar ao que faz. O segredo do sucesso é trabalhar com amor, com dedicação”, explica o artista que se considera um perfeccionista. 
MERCADO MUSICAL – Quando à revolução digital provocada pela internet que possibilita que as pessoas tenham acesso às músicas de artistas, muitas vezes antes mesmo delas chegarem ao fonográfico, Xan Falcão considera esta mudança como relativa. “Tudo depende do meio que o artista está inserido. Sempre gravei discos independentes e não senti os reflexos dessa mudança na minha carreira. Porém, sei que toda essa evolução tecnológica fechou portas para quem monopolizou a música e ajudou a disseminar os trabalhos de artistas que se preocuparam mais com a divulgação de seus trabalhos do que lucrar com a venda de CD’s propriamente dita”, avaliou. 
DESAFIOS – No verão de 2009, Xan Falcão e os músicos da banda Cheiro de Chuva decidiram ir para o litoral baiano mostrar seu trabalho. O local escolhido foi a praia de Morro do São Paulo, conhecido pela beleza natural e por receber turistas do mundo inteiro. Lá, os artistas chegaram a ter dificuldades para conseguir a aparelhagem de som para tocar. “Passamos um dia inteiro andando pelo local à procura de um som. Quando já estávamos desistindo, encontramos um e a festa aconteceu. Foi casa cheia”, contou. 
Liderando a Cheiro de Chuva, Xan já se apresentou para
público de até 25 mil pessoas
CHEIRO DE CHUVA - Em uma conversa entre os músicos Xan Falcão, Bruno Vieira, Fabio Araújo e Junior Salles, veio surgiu a ideia de mesclar o “roots” do Reggae com o “xote” do Forró pé-de-serra e assim, em março de 2007 surgia a banda Cheiro de Chuva – O Xote Hoots. 
O nome da banda lembra a luta do nordestino contra a escassez de água. “A seca é sem dúvida um dos principais problemas do Nordeste, mas quando a chuva chega molhando a terra e o povo sente o cheiro de chuva, a esperança se renova e todos se alegram em busca de um futuro melhor”, defendem. Assim é o ideal da banda Cheiro de Chuva, que com músicas alegres e dançantes tem o intuito de despertar bons sentimentos, renovar conceitos e preservar a cultura popular regional. 
Em sua primeira formação estavam presentes os músicos Xan Falcão (violão e voz), Fábio Araújo (baixo e backing), Bruno Vieira (percussão) Junior Sales (zabumberia- zabumba/bateria) e Pepita (acordeom); com essa formação a banda gravou em 2007 o seu primeiro CD independente “Cheiro de Chuva” com a música de trabalho “Fica tão linda”. 
Em 2011 Cheiro de Chuva grava o CD mais importante da sua história. “Brasileiro” com a música de trabalho “Doidinho”. Nesse álbum a banda ousa colocar apenas canções de autoria própria, tornando assim, o trabalho mais original da banda. 
Cheiro de Chuva vem se destacando pelo compromisso de levar música de qualidade sempre; incentivando paz, consciência crítica e resgatando valores culturais e humanos. Com belas canções de amor e um ritmo contagiante, Cheiro de Chuva junta letras inteligentes com melodias agradáveis e simples que marcam o estilo da banda. 
O músico garantiu que irá disponibilizar no site Correio da Cidade toda a sua discografia. 

Entrevista: 
Alysson Ribeiro 
Diogenes Damasceno 
Rafael Santana 
Everton Sáigon Medeiros 
E a participação de internautas que contribuíram fazendo perguntas.